terça-feira, 31 de outubro de 2017




Assunto: Aumento do valor de auxílio alimentação oferecido pelo Governo como medida de caráter indenizatório


Exmo. Sr. Marcio Rosa Portes, Subsecretário de Ensino Superior/SEDECTES
Exmo Sr. Carlos Calazans, Representantes da SEPLAG
Exmo Sr. Dijon Moraes Junior, Reitor da Universidade do Estado de Minas Gerais 

Belo Horizonte, 30 de outubro de 2017

Em assembleia realizada na data de hoje, 30 de outubro de 2017, na sala 51 da Universidade do Estado de Minas Gerais Unidade Ibirité, os docentes indicaram como resposta a um dos pontos de negociação de greve do ano de 2016, o aceite da proposta do Governo de Minas Gerais de aumento no valor de auxílio alimentação de R$20,00 (vinte reais) para R$69,00 (sessenta e nove reias) e ainda menciona o aumento no valor do auxilio de R$37,50 (trinta e sete reais e cinquenta centavos) para a categoria de técnicos administrativos. A proposta foi feita no último dia 25 de outubro em reunião da mesa permanente do ensino superior de Minas Gerais. A proposta é de caráter indenizatório sendo incluída na pasta de custeio, uma vez que o aumento salarial e/ou ajuste decorrente de perdas inflacionárias, as quais seriam inclusas na folha de pagamento, não puderam ser negociados devido a restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os docentes aceitam a proposta, entretanto, reafirmam que a medida é uma solução indicada pelo do Governo de Minas Gerais que exclui grande parte dos professores e professoras em regime de trabalho inferior a 30 horas/semanais na Universidade do Estado de Minas Gerais, o que fragiliza e cria maiores distorções entre a categoria docente e deslegitima as atividades acadêmicas de parte importante da Instituição. Além disso, o aumento no auxílio alimentação trata-se de um benefício precário, uma vez que não sendo incorporado ao salário, é excluído em situações de afastamentos, licenças e aposentadorias. Dessa forma, reafirmamos a necessidade de que os benefícios e gratificações sejam incorporados ao vencimento básico, ponto de pauta do movimento de greve de 2016. Indicamos que a carreira dos docentes de ensino superior deve contemplar as atividades de pesquisa, ensino e extensão e, neste sentido, os cargos para concurso público e processo seletivo simplificado devem ser, preferencialmente, de 40h.
Em continuidade as negociações para que o restante da categoria possa ser contemplado nos colocamos a disposição.

Atenciosamente,

Direção Executiva da Associação dos Docentes de Universidade do Estado de Minas Gerais – ADUEMG




segunda-feira, 25 de setembro de 2017

CONVITE: 93º Encontro da Regional Leste ANDES SN



Convidamos todos os professores e professoras da UEMG para participar do 93º Encontro do ANDES que será realizado nos dias 06 e 07 de outubro de 2017 com a seguinte programação:

Sexta-feira - (06/10/17)
15h - Reunião ampliada do Fórum das Universidades Estaduais (MG)
Local: Sala 1201 FAE/UEMG (Rua Paraíba, 29, bairro Funcionários, Belo Horizonte)

19h - Debate: “Ensino Público e políticas educacionais: estratégias e mobilizações para barrar as contra-reformas"
Debatedoras: Profa. Eblin Joseph Farage – Presidente do ANDES-SN
Profa. Marina Barbosa Pinto – Secretária Geral – APESJF
Local: Auditório do CEFET-MG - Campus II (Av. Amazonas, 7675 - Nova Gameleira, Belo Horizonte)

21h: Coquetel

Sábado - (07/10/17)
9h - Palestra "Os impactos da PEC 241 no financiamento das instituições de Ensino Público: consequências e estratégias de mobilização.”
Prof. Rodrigo Azevedo dos Reis - ADUERJ
Coordenação: Profa. Tricia Zapula Rodrigues (Vice-Presidenta da Regional Leste)

11h - Roda de conversa com as seções sindicais
Coordenação: Prof. Roberto Kanitz - 1º Tesoureiro da Regional Leste

13h - Encerramento do Encontro

ofício 102/2017

Segue cópia do ofício encaminhado da Sedectes/Subses para Reitoria UEMG sobre a situação dos 13 professores aprovados no concurso para a Unidade de Frutal













quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Circular ADUEMG 01/2017 Paralisação 14 de setembro de 2017



Circular ADUEMG 01-2017: Paralisação dia 14 de setembro de 2017.

A ADUEMG, seção sindical do ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior, informa deliberação da Assembleia Sindical, realizada na data de hoje, pela paralisação de atividades docentes na Universidade do Estado de Minas Gerais no dia 14 de setembro (quinta feira) e participação nos atos em defesa dos serviços públicos e contra as reformas trabalhista e da previdência,  indicados pelas centrais sindicais.

Reforçamos que a paralisação tem o propósito de denunciar a situação de desmanche dos serviços públicos, incluindo as Instituições de Ensino Superior no Brasil. Entre essas a UEMG encontra-se em situação fragilizada: precarização nas relações contratuais, possuindo atualmente apenas 8% de professores efetivos; reduzido quadro de funcionários; unidades funcionando sem espaço próprio; nenhuma autonomia orçamentária para as atividades de ensino, pesquisa e extensão; além de contingenciamento orçamentário.

Segundo demonstrativos de despesa por unidade orçamentária (Dados do Governo de Minas Gerais) o repasse com pessoal e encargos da UEMG reduziu nos últimos anos, embora o número de docentes tenha aumentado. Além disso, a verba de custeio vem sofrendo redução desde 2014, com perspectiva de cortes ainda maiores do exercício de 2017 para 2018, agravando ainda mais a situação de penúria universitária.  O cenário atual da UEMG é grave e está caminhando para a privatização/encerramento de seus serviços em curto/médio prazo se não houver intervenção social. A situação da UERJ é um exemplo emblemático da trajetória comum precária de todas as Universidades Públicas e descaso dos Governos Estaduais e Federais (vide vídeo https://www.youtube.com/watch?v=Z27fE-vC3T0), em todo o Brasil.

A luta não é somente por uma UEMG pública, democrática e de qualidade, é para que todo o ensino superior possa ser mantido como um direito a Educação continuada. É para que a universidade continue a ser um espaço de desenvolvimento científico, tecnológico e econômico nos pequenos e grandes centros urbanos, além de garantir acesso às minorias excluídas, comungando de um projeto de formação humana e de sociedade em que o acesso a educação e as condições mínimas de sobrevivência possam ser mantidos como um direito historicamente conquistados. Por nenhum direito a menos!


Diretoria Executiva ADUEMG